quinta-feira, 24 de abril de 2014

Poente

Vejo as ondas do mar beijando a orla,umedecendo a areia da praia,vagas serenas batem sobre os rochedos,o vento melodioso sopra descabelando as palmeiras,ondas tão serenas que findam na praia,é como um trem que com seu destino apressa sua marcha,como uma bolha de  sabão que se desprende e flutua.A realidade por vezes se assemelha a uma moldura.
Minhas pegadas na areia são vaidades passageiras,e o sol se afoga no oceano rosa,gaivotas voam tendo como limite a linha que se extende ao horizonte.Sem descanso meus sonhos se convertem em tristes devaneios,posso ouvir no barulho do mar espectros do abismo clamando do fundo.
Tristes reflexões me confundem,me alicerço em uma ilusão,a tristeza transborda,ela parece me rodear,nas sombras projetadas sobre o concreto frio,nos semblantes abatidos que passam por mim sem que eu saiba para onde ,você pode sentir a amargura da minha taça que transborda.

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