Girassol de gesso em uma tumba,a brisa ufana ergue a poeira do solo,uma prece depois do funeral.Fenece o feto inquieto,fenece no ventre decomposto.A vela derrama lágrimas e o vento que agita as cortinas a apaga,preces incertas e descompassadas,após solene reunião sepultam tua vaidade,repousa na cova ó homem farto da vida,que tem as dores aliviadas na calma madrugada.
Esta é tua última jornada,e já caminha ébrio sem forças,as estrelas brilham no céu glorioso,flores murcham e são varridas pela brisa que rodopia.A bruma oculta o dissabor das faces gélidas,o último adeus,a última lágrima que rola.O sol não derrama sobre a Terra seus raios quentes,memórias desvanecem pela bruma do tempo,o sol é ocultado por densas trevas,o pranto dos deuses é derramado ,a janela se torna turva,toda a visão é desbotada,minha mente está enevoada,pude ver um corvo pousar ensanguentado sobre uma cruz torta cheia de musgos,as trevas ocultaram os campos e o trilho.
Ó homem de coração nublado que vaga insaciável ,triste e vazio pela estrada da vida,apressa-te em por um fim a essa tortura que é acordar por mais um dia,nas noites escuras arquitetei minha fuga,eu sou meu amigo e inimigo.O sangue em minhas veias implora por fuga,o anjo da serena madrugada chora apoiado em uma rocha,pétalas se misturarão com o sangue que escorrerá pelo ralo,tingindo todo o azulejo manchando o chão de impureza.
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