quinta-feira, 24 de abril de 2014

  • Fuga
    Penso em fugir daqui,recomeçar do zero,encontrar saída imediata;há correias me prendendo em meu espírito que está oprimido,estou entregue à minha sorte.
    Há monstros de minha consciência a me sugar a essência,há malditos inimigos que se multiplicam como uma praga na colheita,estou rodeado deles e tudo mais,pouco me importa.
    No que diz respeito a perfeição,sempre serei um erro ambulante,um aleijado de espírito,moído de angústia.O tempo mastiga estes dias enojado,estes dias serenos tem gosto amargo.
    Desejo a minha morte,desejo também a minha sorte na vida,sou eu  o inimigo de mim mesmo,contemplo a minha face no espelho como se enxergasse no próprio rosto,a face do carrasco impiedoso.

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