Eis que é chegada a hora da partida,
a sentinela acaba,vem a multidão em despedida,suas faces são máscaras de hipocrisia,destroem o que o poeta acreditou um dia.
Com sete palmos cavados abrem a cova do poeta triste…,com pouca cautela descem seu caixão,as nuvens desconsoladas desfazem-se em pranto,um minuto de silêncio por um eterno descanso.
A sepultura é um castelo ,será o castelo do esquecimento para o poeta triste.
A sepultura é uma fortaleza de cimento,ele está no jardim de saudades e mágoas,as folhas rodopiam,o espectro do poeta triste…observa seus malditos parentes,ele os repugna,o poeta triste…tenta consolar a mulher que tanto ama,ela se sente culpada,mas ela não é,o poeta escolheu partir assim,deitam seu caixão,ele repousa sereno ,o ministro lê um salmo da bíblia,sonhos interrompidos,poesias e poemas inacabados,viveu de amor,morreu por amor.
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