Solitário como uma cruz de cemitério torta e vestida de musgo,como flores em decomposição,eu suspiro de saudade,preencho meu coração de vazio,a tarde invade,com seus raios esmorecidos,o sol débil perde seu brilho,o céu sereno e calmo aos poucos escurece é riscado por estrelas.
Você ficou como parte de mim,mal me afasto de ti e logo me sinto incompleto.Eu sentia minha alma se encher de vida,ainda me lembro de bons momentos,estas memórias são exumadas quando perdo meus olhos no mar,teus olhos eram como o mar glauco,desfilava na campina,calcando nos pés graceis o orvalho das manhãs,pálida como os anjos das celestes cortes,teu sorriso era como o sol após a tempestade,quando ele dardeja seus raios quentes sobre a campina,o teu perfume invadia as manhãs,tudo não passou de ilusão,mas sonho que se sonha só é pesadelo.
O meu peito dói,me sinto incompleto,procurando você em outros nomes,outras faces,nas mais deficientes curvas da estrada descobrirás que a vida tem sentido,mas tudo permanece como um enigma.A solidão não me abandona,ao amor eterno que acaba,a chama que se apaga,ao sonho não sonhado,ao sorriso indecifravel,o coração palpita mais forte,em ritmo descompassado,quero ver de novo a sonora melodia que outrora escutei e prencheu minha vida vazia,quando te procurava,e longe via o catavento girar ,os campos iluminados pelo raiar de teu sorriso.
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