sábado, 17 de março de 2012

Serra azul turqueza

Vejo a serra debruçada no horizonte,as cascatas suaves derramam,flores silvestres destilam o néctar, o orvalhado é calcado por pés que pousam como a mariposa sobre as nervuras de uma folha,colibris enamorados maculam as virgens rosas do jardim,plácido bosque cheio de cores.
Quando o sol se ergue por trás das montanhas tão firmes,seus raios iluminam a relva,pássaros jubilosos anunciam mais uma manhã,as cascatas derramam águas serenas,as flores em botão tão cedo desabrocharam de sua cegueira,pássaros nos ninhos pedindo abrigo,o meu pulmão enche-se do ar puro,sinto paz nas doces horas em que o sol desperta de seu sono,brumas espalham-se sobre a campina e destacam nas cercas as teias tão bem arquitetadas de uma aranha,que tece cautelosamente seus tênues fios.Girassóis seguem o sol fascinados, a brisa sopra uma melodiosa canção,pétalas flutuam como bolhas de sabão; O cupido estremesse e dardeja seus raios de amores.
No meu peito vive o que é e já não existe,aquela serra azul-turqueza debruçada como um felino abatido,não me esquecerei das manhãs de verão,nem de quando contemplava o triste giro monótono do moinho.

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