Prédios tristes querem me dizer que a vida é uma curta passagem,as estátuas nas ruas como fossem pessoas vivas e astutas,o chafariz jorra como um vulcão em erupção,no céu flutuam bolhas de sabão,o céu sereno é banhado pela delicadeza da lua,o sino da capela geme,ele também sente a dor que está expressa em todas as coisas,janelas cerradas,paredes envelhecidas,musgo no pavimento,tédio no semblante,tudo é dor, o olhar torto e vacilante para faces indiferentes,a noite quando os habitantes repousam como mortos nas sepulturas,sinto inveja dos falecidos e em pensamentos enegrecidos me desejo a mesma sorte,eles tem por herança a resposta que a humanidade desconhece,como ferida exposta é a dor da vida,toda a fé definha em quem apenas vê,por trás das paredes que ocultam estórias,vejo as casas mudas entristecidas,e o enigma de ser prevalece alimentado por dúvidas constantes.
O vazio é imensurável,a noite minha alma se aquieta,vozes ecoam em meu leito,meu olhar triste é lançado por entres as frestas da janela,observando constelações urbanas,tudo é monotonia,os muros da discórdia nos separam,nenhum soldado vai ao embate sozinho,remarei sozinho neste vale de lágrimas.
Espero sem cessar meu último dia chegar,para ter finalmente descanso,conheço o tártaro e o paraíso de longos amores e ternos anjos,mas é ela a quem amo,aquela que me arruinou e desprezou meus sentimentos.
As noites vem com a lua ornada de estrelas cintilantes, e o silêncio sepulcral é interrompido pelo andar atrapalhado de um desconhecido peregrino,cães ladram,meu coração palpita sinto que é hora em que a morte me envolvera em seus braços magros e me alimentará com o veneno.
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